sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nunca Esmoreças

Emmanuel


Alma fraterna, recorda:
Os momentos infelizes
parecem noites de crises
Em que o céu lembra um vulcão;

Ribombam trovões no espaço,
Coriscos falam da morte,
Passa irado o vento forte,
Tombando troncos no chão...

Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai a enxurrada a correr...

Mas finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada,
Em riscas de luz dourada,
Vem o novo amanhecer.

Assim também na vida,
Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;

Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã...

Emmanuel (Poema psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier,
publicado no "Jornal Município de Pitangui, no. 25, setembro de 1991)


terça-feira, 17 de abril de 2012

O Anjo Cinzento

Para que o Homem adquirisse confiança em sua Bondade Infinita, determinou o Senhor que vários anjos o amparassem na Terra, amorosamente...

Em razão disso, quando mal saia do berço, aproximou-se dele um anjo lirial que, aproveitando os lábios daquela que se lhe constituíra em mãezinha adorável, lhe ensinou a repetir:

-Deus... Pai do Céu... Papai do Céu...
Era o Anjo da Pureza.

Mais tarde, soletrando o alfabeto, entre as paredes da escola, acercou-se dele um anjo de luz verde que, por intermédio da professora, o ajudou a pronunciar em voz firme:

- Deus, nosso Pai Celestial, é o Criador de todos os seres e de todas as coisas...
Era o Anjo da Esperança.

Alongaram-se-lhe os dias, até que penetrou numa casa de ensino superior, sob cujo teto venerável foi visitado por um anjo vestido em luz de ouro que, através de educadores eméritos, lhe falou a cerca da glória e da magnificência do Eterno, utilizando a linguagem da Filosofia e da Ciência.
Era o Anjo da Sabedoria.

O Homem compulsou livros e consultou autoridades, desejando a comunhão mais direta com o Senhor e fazendo-se caprichoso e exigente.

Olvidando o direito dos semelhantes, propunha-se conquistar as atenções de Deus tão-somente para si. A Majestade Divina, a seu parecer, devia inclinar-se-lhe aos petitórios, atendendo-lhe as desarrazoadas solicitações, sem mais nem menos; e, porque o Criador não se revelasse disposto a personalizar-se para satisfaze-lo, começou a cultivar o espinheiro da negação e da dúvida.

Por mais insistisse o anjo dourado, rogando-lhe reverenciar o Senhor, acatando-lhe as leis e os desígnios, mais se mergulhava na hesitação e na indiferença.

Atormentado, procurou um templo religioso, onde um anjo azul o socorreu, valendo-se de um sacerdote para recomendar-lhe a prática do trabalho e da humildade, com a retidão da consciência e com a perseverança no bem.
Era o Anjo da Fé.

O Homem registrou-lhe os avisos, mas, sentindo enorme dificuldade para render-se aos exercícios da virtude, clamava intimamente: - "Deus? mas existirá Deus realmente? por que razão não me oferece provas indiscutíveis do seu poder?"

Frequentando o templo para não ferir as convenções sociais, foi auxiliado por um anjo róseo, que lhe conduziu a inteligência à leitura de livros santos, comovendo-lhe o coração e conduzindo-lhe o sentimento à prática do amor e da renúncia, da benevolência e do sacrifício, de maneira a abreviar o caminho para o Divino Encontro.
Era o Anjo da Caridade.

O teimoso estudante aprendeu que não lhe seria lícito aguardar as alegrias do Céu, sem havê-las merecido pela própria sublimação na Terra.

Ainda assim, monologava indisciplinado: - "Se sou filho de Deus e se Deus existe, não justifico tanta formalidade para encontra-lo...".

E prosseguiu surdo aos orientadores angélicos.

Casou-se, constituiu família, amealhou dinheiro e garantiu-se contra as vicissitudes da sorte; entretanto, por mais se esforçassem os Anjos da Caridade e da Sabedoria, da Esperança e da Fé, no sentido de favorecer-lhe a comunhão com o Céu, mais repudiava os generosos conselheiros, exclamando de si para consigo: -"Deus? mas existirá efetivamente Deus?".

Enrugando-se-lhe o rosto e encanecendo-se-lhe a cabeça orgulhosa, reuniram-se os gênios amigos, suplicando a compaixão do Senhor, a benefício do rebelde tutelado.

Foi quando desceu da Glória Celeste um anjo cinzento, de semblante triste e discreto.

Não tomou instrumentos para comunicar-se.

Ele próprio abeirou-se do revoltado filho do Altíssimo, abraçou-o e assoprou-lhe ao coração a mensagem que trazia...

Sentindo-lhe a presença, o Homem cambaleou, deitou-se e começou a reconhecer a precariedade dos bens do mundo... Notou quão transitória era a posse dos patrimônios terrestres, dos quais não passava de usufrutuário egoísta... Observou que a sua felicidade passageira era simples sombra a esvair-se no tempo... E, assinalando sofrimento e desequilíbrio no âmago de si mesmo, compreendeu que tudo que desfrutava na vida era empréstimo divino da Eterna Bondade...

Meditou... meditou... reconsiderando as atitudes que lhe eram peculiares e, em lágrimas de sincera e profunda compunção, qual se fora tenro menino, dirigiu-se pela primeira vez, com toda a alma, ao Todo Poderoso, suplicando:

- Deus de Infinita Misericórdia, meu Criador e meu Pai, compadece-te de mim!...

O anjo cinzento era o Anjo da Enfermidade.

Espírito Irmão X
Psicografado por Francisco Cãndido Xavier.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dizes-te

Dizes-te pobre;
Entretanto, milionários de todas as procedências dar-te-iam larga fortuna por ínfima parte do tesouro de tua fé.

Dizes-te desorientado;
Contudo legiões de companheiros, cujo passo a cegueira física entenebrece, comprar-te-iam por alta recompensa leve migalha da visão que te favorece, para contemplarem pequena faixa da Natureza.

Dizes-te impedido de praticar o bem;
Todavia, multidões de pessoas algemadas aos catres da enfermidade oferecer-te-iam bolsas repletas por insignificante recurso da locomoção com que te deslocas, de maneira a se exercitarem no auxilio aos outros.

Dizes-te desanimado,
Sem recordares, porem de que vastas fileiras de mutilados estariam dispostos a adquirir, com a mais elevada quota de ouro, a riqueza de teus pés e a bênção de teus braços.

Dizes-te em provação,
Mas olvidas que, na triste enxovia dos manicômios, inúmeros sofredores cederiam quanto possuem para que lhes desses um pouco de equilíbrio e de lucidez.

Dizes-te impossibilitado de ajudar com a luz da palavra,
No entanto, mudos incontáveis fariam sacrifícios ingentes para deter algum recurso do verbo claro que te vibra na boca.

Dizes-te desamparado;
Entretanto, milhões de criaturas dariam tudo o que lhes define a posse na vida para usar um corpo harmônico qual o teu, a fim de socorrerem os filhos da expiação e do sofrimento.

Por que és, não lavres certidão de incapacidade contra ti mesmo.
Lembra-te:
Que um sorriso de confiança,
Uma prece de ternura,
Uma frase de bom ânimo
Um gesto de solidariedade,
E um minuto de paz não tem preço na Terra.
Antes de censurar o irmão que traz consigo a prova esfogueante das grandes propriedades, sai de ti mesmo e auxilia o próximo que, muita vez, espera simplesmente uma palavra de entendimento e de reconforto, para transferi-se da treva à luz.
E, então, perceberás que a beneficência é o cofre que devolve patrimônios temporariamente guardados a distância das necessidades alheias, e que a caridade, lídima e pura, é amor sempre vivo, a fluir, incessante, do amor de Deus.

Do Livro Religião dos Espiritos
Reunião pública de 23-2-59
Questão nº 888
Ditado pelo Espírito de Emmanuel
Psicografado por Francisco Cândido Xavier


Tolerância para com os erros alheios

Ó DEUS!

Faze-me tolerante para com os erros dos outros. Às vezes, quando menos espero, estou acusando ao que erra. Isso acontece no lar, no trabalho, na rua.

Sofrem os meus parentes, amigos, e desconhecidos.
Destes últimos, então, não tolero a menor falha.

Quando assim procedo, saio prejudicado, revoluciono o cérebro, faço o coração bater descompassado e jogo uma carga negativa sobre os nervos.
Para corrigir-me, quero, daqui pra frente, pensar antes de emitir juízo.

Na hora exata, lembrar-me-ei deste compromisso e evitarei o descontrole emocional.

Entendo que todas as pessoas são como eu, que têm defeitos e virtudes e que não gostam de ver seus defeitos ressaltados e intolerados.
Diante do erro alheio serei paciente e não deixarei que as ondas do nervosismo e da impaciência tomem conta de mim.
Obrigado! Obrigado!

Extraída do Livro: Preces do Coração
Lourival Lopes

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Retrato de Maria

O retrato de Maria foi ditado pelo Espírito de Emmanuel ao fotógrafo Vicente Avela, atraves do médium Francisco Cândido Xavier.

Este trabalho foi realizado aos poucos, em mais de 20 encontros, desde 1983, com retoques sucessivos, objetivando homenagear o dia das mães de 1984.

O retrato revela o semblante de Maria tal como ela se apresenta quando de suas visitas ás regiões pertubadas do mundo espiritual, como, por exemplo, ao vale dos suicidas.


Do Livro: Maria A Rainha dos Anjos
Samaritano de Maria

Mãos Celestes

Mãos postas para a prece eternamente
Escudo contra o mal, do bem tutela;
Mãos, a um tempo, de mãe e de donzela;
Meigas, e armadas de poder ingente;

Mãos, de afagos e bênçãos ninho ardente,
Mãos, de clemência milagrosa umbela;
Capazes de aplacar qualquer procela,
E de salvar a mais perdida gente;

Mãos que Jesus beijou, e, pois, divinas;
Mãos delicadas, brandas, femininas,
Mãos de Maria, dai-me proteção!

Não recuseis curar-me esta ferida;
Tomai-me, erguei-me, consertai-me a vida
Eu deponho entre vós meu coração.

Afonso Celso


sexta-feira, 16 de março de 2012

Dor e Coragem

Na Terra todos temos inimigos. Todos, sem exceção.
Até Jesus os teve. Mas isso não é importante. Importante é não ser inimigo de ninguém, tendo dentro da alma a dúlcida presença do incomparável Rabi, compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar indefinidamente.

Estamos no processo da reencarnação para sublimar os sentimentos. Por necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada que nos levará ao triunfo.
É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio.

Filhos da alma, filhos do coração! O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos dEle. Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo.

Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor. Mantenhamo-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão. ...E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.

Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. Nunca revidar mal por mal. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal.

O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão. Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas.

Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.

Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.

Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade. Muita paz, meus filhos, são os votos do velho amigo,

Bezerra.

Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, em 25 de setembro de 2011, na Creche Amélia Rodrigues, em Santo André – SP. Em 13.02.2012.

sábado, 27 de agosto de 2011

Confia Sempre


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo
Ainda que teus pés estejam sangrando,
Segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra,
Mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve.
Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.

Autor: MEIMEI

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Senhor, Ensina-nos

A orar sem esquecer o trabalho;

A dar sem olhar a quem;

A servir sem perguntar até quando;

A sofrer sem magoar seja quem for;

A progredir sem perder a simplicidade;

A semear o bem sem pensar nos resultados;

A desculpar sem condições;

A marchar para frente sem contar os obstáculos;

A ver sem malicia;

A escutar sem corromper os assuntos;

A falar sem ferir;

A compreender o próximo sem exigir entendimento;

A respeitar os semelhantes sem reclamar consideração;

A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento.

Senhor, fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades.

Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de cumprir-Te os desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.

EMMANUEL

Do Livro RECANTO DE PAZ

Psicografado por Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A LÍNGUA HUMANA


A LÍNGUA humana, quando desviada para a maledicência, é a mais venenosa das serpentes.
Insidiosamente ataca, fere, conspurca, mata.
É fonte de dores inauditas e de tragédias sem conta.
Finge-se muitas vezes amiga, para de mais perto e com mais segurança ferir a quem ataca.
É a arma dos falsos amigos, dos apaixonados sem esperança, de todas as almas vis que rastejam na lama dos baixos sentimentos.
- Livre-nos Deus das línguas maledicentes!

Do Livro Voz Interior
Dr. Wilson Ferreira de Mello

domingo, 12 de dezembro de 2010

Cartão de Natal

Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!...

Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesse uma harpa de ternura escondida no peito.

Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.

Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inefáveis, ao recordares as canções maternas que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeições que te parecem distante.

Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a glória, entretanto, vergas-te ao peso das lágrimas que te desafogam o coração... É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.

Não hesites!

Ouve-lhe a petição e faze algo!...Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o farnel com os irmãos em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxilio ás mães fatigadas que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.

Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!...

Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprenderemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tornando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.

Meimei.

Mensagem extraída do Livro “Antologia Mediúnica do Natal” Edição: FEB

Psicografada por Francisco Candido Xavier.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Problemas do Mundo


O mundo está repleto de ouro.

Ouro no solo.

Ouro no mar.

Ouro nos cofres.

Mas o ouro não resolve o problema da miséria.

O mundo está repleto de espaço.

Espaço nos continentes.

Espaço nas cidades.

Espaço nos campos

Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.

O mundo está repleto de cultura.

Cultura no ensino.

Cultura na técnica.

Cultura na opinião.

Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.

O mundo está repleto de teorias.

Teorias na ciência.

Teorias nas escolas filosóficas.

Teorias nas religiões.

Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.

O mundo está repleto de organizações.

Organizações administrativas.

Organizações econômicas.

Organizações sociais.

Mas as organizações não resolvem o problema do crime.

Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.

Sejamos, assim, valorosos, entendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influencia e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.”

Do Livro: O Espírito da Verdade (Edição: FEB)

Ditado pelo Espírito de Bezerra de Menezes

Psicografado por Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PRECE DE CÁRITAS


Deus Nosso Pai!

Que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai!

Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor!

Que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus!

Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus!

Dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PRÉ-OCUPAÇÃO

"...Observai os pássaros do céu: eles não semeiam nem colhem..." "...Observai como crescem os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam..." "... não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal". (Cap. XXV, ítem 6. Evangelho Segundo o Espiritismo)

A estratégia da preocupação é nos manter distantes do momento presente, imobilizando as realizações do agora em função de coisas que poderão ou não acontecer.

Desperdiçamos, por consequência, tempo e energias preciosas, obcecados com os eventos do porvir, sobre os quais não temos qualquer tipo de comando, pois olvidamos que tudo que podemos dirigir é somente nossas próprias vidas.

São realmente diversas as preocupações sobre as quais não temos nenhum controle:

A doença dos outros,

A alegria dos filhos,

O amor das pessoas,

O julgamento alheio sobre nós,

A morte de familiares e outras tantas.

Podemos, porém, nos "pré-ocupar" o quanto quisermos com essas questões, que não traremos a saúde, a felicidade, o amor, a consideração ou mesmo o retorno à vida, porque todas elas são coisas que fogem às nossas possibilidades.

Outra questão é quando passamos por enormes desequilíbrios pelo desgaste emocional de nos ocuparmos antes do tempo certo com coisas e pessoas, o que ocasiona insônias, decepções e angústias pelo temor antecipado do que poderá vir a acontecer no amanhã.

Não confundamos "pré-ocupação" com "previdência", porque se preparar ou ser precavido para realizar planos para dias vindouros é tino de bom senso e lógica; mas prudência não é preocupação, porque enquanto uma é sensata e moderada, a outra é irracional e tolhe o indivíduo, prejudicando-o nos seus projetos e empreendimentos do hoje.

Nossa educação social estimula o vício do "pensamento preocupante", principalmente no convívio familiar, onde teve início o fato de relacionarmos preocupação com "dar proteção". Passamos a nos comportar afirmando: "Lógico que eu me preocupo com você, eu o amo" "Você tem que se preocupar com seus pais", "Quem tem filhos vive em constante preocupação".

Pensamos que estamos defendendo e auxiliando os entes queridos, quando na verdade estamos confinando-os e prejudicando-os por transmitir-lhes, às vezes, de modo imperceptível, medo, insegurança e pensamentos catastróficos.

"Não estejais inquietos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta seu mal". O Criador provê suas criaturas com o necessário, porquanto seria impossível a Natureza criar em nós uma necessidade sem nos dar meios para suprí-la. "Vede os pássaros do céu, vede os lírios dos campos".

Além do mais, pedia-nos que fizéssemos observações de como a vida se comporta e que deixássemos de nos "pré-ocupar", convidando-nos a olhar para nossa criação divina que a todos acolhe.

O Mestre queria dizer com essas afirmativas que tudo o que vemos tem ligação conosco e com todas as partes do Universo e que somos, em realidade, participantes de uma Natureza comum.

As mesmas causas que cooperam para o benefício de uns cooperam da mesma forma para o de outros. Quando há confiança, existe fé; e é essa fé que abre o fluxo divino para a manutenção e prosperidade de nossa existência, dando-nos juntamente a proteção que buscamos em todos os níveis de nossa vida.

DO LIVRO RENOVANDO ATITUDES

FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO

HAMMED


HINO DOS APRENDIZES DO EVANGELHO


domingo, 3 de outubro de 2010

QUANDO HÁ LUZ


O amor de Cristo nos constrange.” – Paulo. (II CORÍNTIOS, 5:14)

Quando Jesus encontra santuário no coração de um homem, modifica-se-lhe a marcha inteiramente.

Não há mais lugar dentro dele para a adoração improdutiva, para a crença sem obras, para a fé inoperante.

Algo de indefinível na terrestre linguagem transtorna-lhe o espírito.

Categoriza-o a massa comum por desajustado, entretanto, o aprendiz do Evangelho, chegando a essa condição, sabe que o Trabalhador Divino como que lhe ocupa as profundidades do ser.

Renova-se-lhe toda a conceituação da existência.

O que ontem era prazer, hoje é ídolo quebrado.

O que representava meta a atingir, é roteiro errado que ele deixa ao abandono.

Torna-se criatura fácil de contentar, mas muito difícil de agradar.

A voz do Mestre, persuasiva e doce, exorta-o a servir sem descanso.

Converte-se-lhe a alma num estuário maravilhoso, onde os padecimentos vão ter, buscando arrimo, e por isso sofre a constante pressão das dores alheias.

A própria vida física afigura-se-lhe um madeiro, em que o Mestre se aflige. É-lhe o corpo a cruz viva em que o Senhor se agita crucificado.

O único refúgio em que repousa é o trabalho perseverante no bem geral.

Insatisfeito, embora resignado; firme na fé, não obstante angustiado; servindo a todos, mas sozinho em si mesmo, segue estrada a fora, impelido por ocultos e indescritíveis aguilhões...

Esse é o tipo de aprendiz que o amor do Cristo constrange, na feliz expressão de Paulo. Vergasta-o a luz celeste por dentro até que abandone as zonas inferiores em definitivo.

Para o mundo, será inadaptado e louco.

Para Jesus, é o vaso das bênçãos.

A flor é uma linda promessa, onde se encontre.

O fruto maduro, porém, é alimento para Hoje.

Felizes daqueles que espalham a esperança, mas bem-aventurados sejam os seguidores do Cristo que suam e padecem, dia a dia, para que seus irmãos se reconfortem e se alimentem no Senhor!

DO LIVRO FONTE VIVA

DITADO PELO ESPÍRITO DE EMAMANUEL

PSICOGRAFADO POR FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.